Posts Categorizados ‘conto

10
Nov
09

Laufeyson

Loki Laufeyson, o deus das trapaças. A serpente que vive no meio dos deuses…

Após ter seu pai morto em combate por Odin, ele é adotado pelo próprio pai dos deuses nórdicos. Porém, mesmo convivendo entre a realeza de Asgard, Loki nutre em seu coração o mais genuíno desejo por vingança. Um personagem dúbio, que não dá um passo sem planejá-lo muito bem, astuto, vil, egoísta, determinado… Que personagem interessante, não?

Laufeyson sempre chamou a minha atenção. Finalmente decidi dar asas à imaginação e iniciei uma série de contos com este personagem mitológico. “Laufeyson” é uma série que escrevo para o Universo Nova Frequencia contando a saga deste renegado entre os deuses, em busca de seus três filhos: Fenris, o lobo; Jormungand, a serpente; e Hela, a deusa da morte.

No início da série você descobre que Odin prendeu Loki sob acusação de traição e baniu os filhos deste para o mundo mortal. Séculos depois, Loki consegue misteriosamente escapar e inicia a busca pelos três, com o intuito de reunir forças para atacar o reino dos deuses e ter sua vingança.

Para escrever este conto, li algumas lendas nórdicas e somei mais ficção ainda sobre tudo. Não é uma descrição ao pé da letra das lendas e nem uma fanfic de qualquer versão mostrada antes na mídia. Me senti livre para usar o que quis e descartar o que não me pareceu útil no momento. Até o momento, produzi três capítulos da série. Gosta de mitologia? Gosta de histórias mágicas (e cruéis)? Então não perca tempo. Clique nas capas abaixo e leia a aventura do filho de Laufey. Julgue por si mesmo o que é o bem e o que é o mal.

05
Mar
08

A Corrida

foto by FatPete/Flickr

A Corrida

Ele correu. Correu o mais que podia. Correu até suas pernas doerem incrivelmente. Não sabia qual a distância que já havia percorrido, mas sabia que não era suficiente. Quando parou, seu peito ardia e o ar entrava com dificuldade. Puxava-o aos goles, numa tentativa de se equilibrar. Olhou para trás e a estrada vazia se estendia até perder de vista. À frente, o mesmo cenário espelhado. Origem e destino pareciam iguais naquela imensidão deserta. Contrariado, olhou para cima. O céu continuava sobre ele, uma testemunha muda e desinteressada daquele seu esforço. Ele queria aquele silêncio que havia lá em cima, pois aqui embaixo reinava o barulho. E o barulho vinha de dentro da sua cabeça. Correra, mas o barulho continuava. O barulho, as idéias, as pessoas, os erros…
Num gesto de impotência, ergueu a mão para tocar o céu. Nao conseguiu.
Voltou a correr e sumiu no horizonte.
(Foto “The Drowning Man“, de FatPete, extraída do Flickr)