Testando o postador do office 2007.
Esta é uma versão do Homem de Ferro criada através do site Fábrica de Heróis.
Testando o postador do office 2007.
Esta é uma versão do Homem de Ferro criada através do site Fábrica de Heróis.

O que é fanfic? É a abreviatura de “fan fiction”. Fanfics são histórias criadas por fãs, que utilizam seus personagens favoritos, combinando editoras, universos e mídias. Não é raro nessas histórias encontrar o Batman (DC Comics) enfrentando o Capitão América (Marvel Comics). Personagens de filmes também aparecem pelas histórias, sendo muito comum sites com centenas de versões de Harry Potter e dos personagens de “O Senhor dos Anéis”. Qualquer série, personagem, filme, anime, etc pode ser encontrado na forma de fanfic, basta que um fã resolva mostrar seus personagens em versões ou aventuras próprias. Falando por mim mesmo, acho que escrever fanfics é a melhor maneira para o escritor iniciante desenvolver seu texto, pois geralmente os personagens já têm suas características bem definidas, o cenário já está consolidado na mente do leitor, então, o escritor se torna praticamente um “diretor”, posicionando as peças e criando um roteiro que não descaracterize aqueles personagens.
Com o passar do tempo, o escritor começa a pegar as manhas e vai ousando mais com os personagens. Aí sim a brincadeira fica melhor, pois você começa a desenvolver aquele lado de que mais gosta em determinada série (eu, por exemplo, prefiro o Batman “detetive” ao Batman “super-herói”). Outra coisa divertida é criar “versões” de personagens conhecidos, como else-worlds, mundos alternativos. Exemplificando, você pode criar um novo Batman: um Batman inglês, africano, marciano… o limite é a imaginação (e não leve à sério essas sugestões, hahaha…)
Acho que, a terceira fase para o escritor de fanfic, é a criação de seus próprios personagens. Após algum tempo “brincando” com os personagens alheios, o escritor pode ter alguma idéia, uma inspiração, algo que ele considere inédito e que valha a criação de um texto com seus próprios personagens. Aí ele parte pra textos autorais, cujos personagens e situações são exclusivamente de sua criação.
De todo modo, em minha humilde opinião, recomendo que, se você tem vontade de escrever algo, uma história, um conto ou uma série e está inseguro, que comece do modo que puder. Ninguém nasce Drummond (dãã) e, com certeza, seu texto melhorará proporcionalmente ao seu esforço. Fanfics são uma maneira divertida de começar, eu garanto.
Se quer conhecer o mundo das fanfics, comece pelo Quadrim.
Mais algumas fanfics podem ser encontradas no fórum Cultura Pop.
Se quiser conhecer um site com histórias autorais de gente que comecou com fanfic, entre no UNF.

Outro grande livro, em formato de quadrinhos, desta vez retratando a história de uma família japonesa durante o final da Segunda Guerra Mundial. Um pai pacifista tenta manter a família unida e a salvo, mesmo sendo chamado de traidor por ser manifestar abertamente contra a guerra. Todos os membros da família são perseguidos pelos vizinhos, policiais e praticamente por toda a cidade de Hiroshima, devido serem contra a guerra. É fácil de entender esse comportamento depois de lermos as páginas de “Gen, Pés Descalços”. Comparando com”Maus”, de Art Spiegelman, os desenhos são mais simples e caricatos, porém, talvez por ter crianças como protagonistas, é uma história tão emocionante quanto o relato de Spiegelman. O final é terrivelmente dramático e me deixou pensando vários dias depois sobre a situação em si. Vale muito a pena. A obra completa é composta por quatro volumes:
Se quiser comprar “Gen”, clique aqui.
(Agradecimentos ao Igor, pelo empréstimo tanto de “Gen” quanto de “Maus”. Valeu mesmo!)

Você conhece “Maus”?
“Maus” é uma história em quadrinhos criada por Art Spiegelman, que conta a vida de sua família durante a 2ª Guerra Mundial. Seu pai, um judeu polonês, relata toda a dificuldade por que passaram nesse período negro da história. Art usa o antropomorfismo para caracterizar as diversas nações envolvidas no conflito: os judeus são ratos, os nazistas são gatos, os poloneses são porcos, os norte-americanos são cachorros e assim por diante. Estou no meio da leitura do livro. É uma história emocionante e não estranhe se você se sentir tocado ao percorrer as páginas. Em vários momentos, os judeus realmente passam a agir como ratos, escondendo-se em tocas, roendo madeira por falta de comida, etc. Aí vem o choque quando você se lembra de que são seres humanos retratados ali. Emocionante e realista. Spiegelman recebeu um prêmio Pulitzer especial pela obra. Vale muito a pena dar uma olhada.
Se quiser comprar “Maus”, clique aqui.

Outro dia eu falei de Coraline, de Neil Gaiman. Falar de Neil Gaiman e não citar “Sandman” é quase um pecado mortal, haha.
“Sandman” é a criação máxima de Gaiman para os quadrinhos. Nesta série, Gaiman nos apresenta a personificação dos sonhos, o próprio Lorde Morpheus. Alto, esguio, pele branca como a neve, olhos de órbitas negras e pupilas brilhantes, dono de uma personalidade contraditória, por vezes egoísta e arrogante, outras vezes um apaixonado pela raça humana. Morpheus é nosso guia não apenas pelo seu reino como por todo o universo de Gaiman. Com ele vamos do inferno às profundezas da mente humana, encontrando uma coleção de personagens inesquecíveis, todos sempre tendo algo a nos contar. A série mostra também a família de Morpheus: os Perpétuos. Personificações de algumas facetas da vida, a saber Destino, Morte, Delírio, Desejo, Destruição e Desespero que, juntamente com Morpheus (Sonho), formam um mosaico impressionante de emoções em conflito.
A série regular é composta por 75 edições, mais alguns especiais da Morte (que merece um post a parte, aguardem), divididas nos seguintes arcos:
“Sandman” elevou os quadrinhos à categoria de arte (coisa que já era à muito tempo), obrigando a crítica literária a dar uma olhada e reconhecer o valor dessa forma de expressão.
Se quiser comprar “Sandman”, clique aqui.