
“O Rei do Inverno”, terminei.
Faz trinta minutos que terminei de ler “O Rei do Inverno”. Ainda estou digerindo a trama, porém, posso afirmar que é fantástica e que não apenas correspondeu, como superou em muito a minha expectativa.
O texto a seguir pode revelar coisas que você não deseja saber de antemão. Se pretende ler o livro, pare por aqui. Se já leu, prossiga e contribua com um comentário, ok?
A caracterização dos personagens é excelente. Segue abaixo a minha impressão sobre alguns deles:
Artur é um diplomata. Sabe guerrear, mas também sabe cavar as alianças. Em um trecho, onde ele precisa que pagãos e cristãos tenham fé para vencer a batalha vindoura, ele se dirige aos pagãos dizendo algo como “Que os deuses nos protejam!” para em seguida se voltar aos cristãos e dizer “Deus nos socorrerá!”. Dualidade, sim, mas honesto sempre.
Guinevere é a maldição na vida de Artur. Interesseira, dissimulada e inteligente. Derfel Cadarn, o narrador da história, diz que a Grã-Bretanha se acabou no dia em que Artur conheceu Guinevere. E realmente, as batalhas que acontecem se devem a compromissos quebrados por Artur em favor de Guinevere. Tem o amor incondicional de Artur.
Lancelot é o fanfarrão (nada a ver com “Tropa de Elite”, haha). Contrata bardos para cantar suas supostas batalhas, enquanto mantém sua armadura incólume atrás dos coitados que lutam para defender seu reino. Arrogante, mentiroso, galanteador. Esse é o Lancelot de Bernard Cornwell. Parece tão lógico que alguém que traiu Artur da maneira como Lancelot o fez tivesse realmente um caráter duvidoso, que agora me admira sempre o terem retratado com nobreza e coragem.
Merlim. Esse continua sendo o druida supremo. Aquele do qual todos têm medo, sejam aliados ou inimigos. Presença marcante, caráter forte, um jogador experiente que sabe usar as peças que o destino lhe dá. Suas aparições são sempre dramáticas e oportunas e seus objetivos verdadeiros são conhecidos apenas por ele mesmo. Não consegui deixar de ver o mago Gandalf, na pele do grande Ian McKellen, ao ler os trechos com Merlim.
Nimue. Amiga de infância de Derfel Cardarn e amante de Merlim. Nimue é a sacerdotisa druida que acompanha o exército de Arthur em várias ocasiões, subtituindo Merlin enquanto este não se revela. O destino dela e de Derfel parece ligado por forças místicas. Sofre uma série de violências durante a trama e se torna ainda mais amarga, para tristeza de Derfel, que a ama. É uma mulher forte e independente, temida por várias pessoas.
Derfel Cardarn. O narrador. Derfel escapou milagrosamente da morte quando sua tribo foi atacada por inimigos, desde então, acredita-se que tenha a proteção dos deuses. Vai amadurecendo com o desenrolar da história, tornando-se um dos capitães de Artur. Tem uma paixão de infância por Nimue, o que rende momentos mágicos cada vez que se encontram, pontuando a trama com um improvável romance que serve para mostrar o homem dentro do guerreiro. Têm Artur como um ídolo, alguém que ele seguiria ao inferno se preciso fosse.
Enfim, “O Rei do Inverno” é uma trama ao gosto dos fãs arturianos. Lealdade, honra, conspirações, ambição, orgulho, amizade e traição são temas recorrentes e que entram em conflito durante toda a obra.
Às vezes, manter os juramentos pode custar a alma de um homem.
Eu terminei de ler O Rei do Inverno não tem 20 minutos. E achei simplesmente fantastico. A narrativa é envolvente e bem construída, traições alianças e um Arthur nobre, fiel, e carismático. Não é mais caristmático apenas talvez que o próprio Derfel e sua amiga Nimue, que se tornou minha personagem favorita, os melhores momentos de Derfel realmente são ao lado dela.
Realmente, caro amigo Cadu, Artur é o tipo de líder que atrai a simpatia de todos. Ele consegue conviver com cristãos e pagãos sem ferir os brios de ninguém, é incrível.
Derfel é um nobre. Não de nascença, mas de coração. Leal e corajoso, com um senso de dever e honra acima da média. Apesar do amor declarado de Derfel por Ceinwyn, acho que seu verdadeiro amor é Nimue, e até nisto o autor é esperto o suficiente para nos deixar divididos. A druida o faz crescer como personagem, lhe inspira coragem e o torna mais destemido. Grandes personagens.
Comecei a ler “O Inimigo de Deus”, segundo volume da trilogia. A ação segue imediatamente após os acontecimentos de “O Rei do Inverno”, começando no mesmo dia em que Artur vence a batalha contra Powys. O primeiro diálogo é entre Artur e Derfel, caminhando por entre os mortos e moribundos, com Artur caminhando e conversando calmamente, e Derfel tremendo de medo das almas penadas… chocante, hehe.
Alguns amigos me disseram que a trilogia é excelente até a última página. E já tenho em vista a segunda trilogia, que trata da busca do Graal (“O Arqueiro”, “O Andarilho” e “O Herege”). Bernard Cornwell escreveu muita coisa, é diversão pro ano todo, eu acho, hehe.
Abraço e obrigado pelo comentário. Se tiver dicas de livros, mande! Apareça sempre.Vou dar uma olhada no “Pastel de Feira”, haha.
terminei de ler a trilogia inteira, e confesso que até agora estou amaravilhada com a história é simplesmente fascinante, a melhor história que eu ja li. Derfel e Ceinwyn para mim possuem a historia de amor mais bonita que eu ja conheci, é e verdade o livro superou minhas espectativas em tudo, confesso que chorei quando acabou.
um abraco
Olá, Daniele.
Por absoluta falta de tempo, ainda não pude concluir o “Inimigo de Deus”. Mas estou superansioso pela leitura. Ainda espero que Lancelot sofra alguma coisa, hahaha.
Obrigado pelo comentário. Abraço.
Acabei de ler a triologia a algumas semanas e realmente a história do lendário Rei Arthur escrita por Cornwell é magnífica. O autor consegue prender o leitor através de sua narrativa detalhada e emocionante, que faz com que o leitor sinta a situaçao ocorrendo bem em frente aos seus olhos. No entanto, este é um livro que precisa ser lido com calma e atenção para todos os exuberantes detalhes desta triologia.
Com certeza, uma das melhores triologias que já li.
Olá, Ramoel.
Seja bem-vindo. Mais um fã da trilogia, heheh.
Realmente, é uma grande saga. Cenários detalhados e personagens muito bem construídos.
Encontrei uma outra série, desta vez enfocando o Lancelot. Em breve posto um comentário por aqui.
Um abraço.
Terminei a minha leitura há algumas horas. Amei o linguagem deste autor. O livro é excelente. Cornwell obtem a concentração e entusiasmo do leitor a cada linha escrita. Sempre gostei das histtórias de civilizaçoes de antigamente, mas sem dúvidas essa foi a melhor de todas elas. Extremamente emocionante!!! Fantástico! E confesso que agora que acabou, bateu uma tristezinha, certa agonia, talvez é a ansiosidade de continuar a leitura da série.