Arquivo para Fevereiro, 2008

24
Fev
08

Frases de gente famosa

Carlos Drummond de Andrade
Encontrei um site com muitas frases interessantes. Acho impressionante como algumas pessoas conseguem sintetizar tantas idéias em tão poucas palavras. Drummond está na lista e, a título de exemplo, segue uma frase célebre do conhecido autor:
“A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.”
(Carlos Drummond de Andrade)
Outros exemplos:
“Tem mais do que mostras; fala menos do que sabes.”
(William Shakespeare)
“A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência.”
(Gandhi)
18
Fev
08

Spoiler – O Rei do Inverno, de Bernard Cornwell

Elmo

“O Rei do Inverno”, terminei.

Faz trinta minutos que terminei de ler “O Rei do Inverno”. Ainda estou digerindo a trama, porém, posso afirmar que é fantástica e que não apenas correspondeu, como superou em muito a minha expectativa.

O texto a seguir pode revelar coisas que você não deseja saber de antemão. Se pretende ler o livro, pare por aqui. Se já leu, prossiga e contribua com um comentário, ok?

A caracterização dos personagens é excelente. Segue abaixo a minha impressão sobre alguns deles:

Artur é um diplomata. Sabe guerrear, mas também sabe cavar as alianças. Em um trecho, onde ele precisa que pagãos e cristãos tenham fé para vencer a batalha vindoura, ele se dirige aos pagãos dizendo algo como “Que os deuses nos protejam!” para em seguida se voltar aos cristãos e dizer “Deus nos socorrerá!”. Dualidade, sim, mas honesto sempre.

Guinevere é a maldição na vida de Artur. Interesseira, dissimulada e inteligente. Derfel Cadarn, o narrador da história, diz que a Grã-Bretanha se acabou no dia em que Artur conheceu Guinevere. E realmente, as batalhas que acontecem se devem a compromissos quebrados por Artur em favor de Guinevere. Tem o amor incondicional de Artur.

Lancelot é o fanfarrão (nada a ver com “Tropa de Elite”, haha). Contrata bardos para cantar suas supostas batalhas, enquanto mantém sua armadura incólume atrás dos coitados que lutam para defender seu reino. Arrogante, mentiroso, galanteador. Esse é o Lancelot de Bernard Cornwell. Parece tão lógico que alguém que traiu Artur da maneira como Lancelot o fez tivesse realmente um caráter duvidoso, que agora me admira sempre o terem retratado com nobreza e coragem.

Merlim. Esse continua sendo o druida supremo. Aquele do qual todos têm medo, sejam aliados ou inimigos. Presença marcante, caráter forte, um jogador experiente que sabe usar as peças que o destino lhe dá. Suas aparições são sempre dramáticas e oportunas e seus objetivos verdadeiros são conhecidos apenas por ele mesmo. Não consegui deixar de ver o mago Gandalf, na pele do grande Ian McKellen, ao ler os trechos com Merlim.

Nimue. Amiga de infância de Derfel Cardarn e amante de Merlim. Nimue é a sacerdotisa druida que acompanha o exército de Arthur em várias ocasiões, subtituindo Merlin enquanto este não se revela. O destino dela e de Derfel parece ligado por forças místicas. Sofre uma série de violências durante a trama e se torna ainda mais amarga, para tristeza de Derfel, que a ama. É uma mulher forte e independente, temida por várias pessoas.

Derfel Cardarn. O narrador. Derfel escapou milagrosamente da morte quando sua tribo foi atacada por inimigos, desde então, acredita-se que tenha a proteção dos deuses. Vai amadurecendo com o desenrolar da história, tornando-se um dos capitães de Artur. Tem uma paixão de infância por Nimue, o que rende momentos mágicos cada vez que se encontram, pontuando a trama com um improvável romance que serve para mostrar o homem dentro do guerreiro. Têm Artur como um ídolo, alguém que ele seguiria ao inferno se preciso fosse.

Enfim, “O Rei do Inverno” é uma trama ao gosto dos fãs arturianos. Lealdade, honra, conspirações, ambição, orgulho, amizade e traição são temas recorrentes e que entram em conflito durante toda a obra.

Às vezes, manter os juramentos pode custar a alma de um homem.

17
Fev
08

Sandman, de Neil Gaiman

Sandman, de Neil Gaiman

Sandman, de Neil Gaiman

Outro dia eu falei de Coraline, de Neil Gaiman. Falar de Neil Gaiman e não citar “Sandman” é quase um pecado mortal, haha.

“Sandman” é a criação máxima de Gaiman para os quadrinhos. Nesta série, Gaiman nos apresenta a personificação dos sonhos, o próprio Lorde Morpheus. Alto, esguio, pele branca como a neve, olhos de órbitas negras e pupilas brilhantes, dono de uma personalidade contraditória, por vezes egoísta e arrogante, outras vezes um apaixonado pela raça humana. Morpheus é nosso guia não apenas pelo seu reino como por todo o universo de Gaiman. Com ele vamos do inferno às profundezas da mente humana, encontrando uma coleção de personagens inesquecíveis, todos sempre tendo algo a nos contar. A série mostra também a família de Morpheus: os Perpétuos. Personificações de algumas facetas da vida, a saber Destino, Morte, Delírio, Desejo, Destruição e Desespero que, juntamente com Morpheus (Sonho), formam um mosaico impressionante de emoções em conflito.

A série regular é composta por 75 edições, mais alguns especiais da Morte (que merece um post a parte, aguardem), divididas nos seguintes arcos:

  1. Sandman: Prelúdios e noturnos (01 a 09)
  2. Sandman: A casa de bonecas (10 a 16)
  3. Sandman: Terra dos sonhos (17 a 20)
  4. Sandman: Estação das brumas (21 a 28)
  5. Sandman: Espelhos distantes (29 a 31)
  6. Sandman: Um jogo de Você (32 a 37)
  7. Sandman: Convergencia (38 a 40)
  8. Sandman: Vidas breves (41 a 49)
  9. Sandman: Fim dos mundos (51 a 56)
  10. Sandman: Entes queridos (57 a 69)
  11. Sandman: Despertar (70 a 73)
  12. Sandman: Exílio (74)
  13. Sandman: A tempestade (75)

“Sandman” elevou os quadrinhos à categoria de arte (coisa que já era à muito tempo), obrigando a crítica literária a dar uma olhada e reconhecer o valor dessa forma de expressão.

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15
Fev
08

A Estrada da Noite, de Joe Hill

A Estrada da Noite, de Joe Hill

A Estrada da Noite, de Joe Hill

Quando vi este livro em um catalogo pela net, o nome e a capa logo me atraíram (Sinal do quanto vale uma boa impressão e cuidado gráfico, haha…). Quando tive a oportunidade, comprei o dito cujo.”A Estrada da Noite” é um livro de terror muito bom, principalmente se você gosta de histórias no estilo de Stephen King. No livro, um roqueiro cinquentão compra pela internet o terno de um homem morto. O problema é que o homem morto vem junto com o terno. Daí, seguem-se situações arrepiantes que vão compondo um quebra-cabeças muito intrigante. Nada neste roteiro é de graça, e as peças se encaixam no final.

O medo de crescer à sombra do sobrenome famoso fez o autor retirar o “King” da capa. O fato de Joe ser filho de Stephen King, não quer dizer que ele meramente “copiou” o pai. A influência é inegável, mas ele tem talento próprio.

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13
Fev
08

Coraline, de Neil Gaiman

Coraline, de Neil Gaiman

Coraline, de Neil Gaiman

Este aqui eu ganhei de amigo invisível no fim do ano passado. E foi um ótimo presente. “É Coraline e não Caroline, senhor”, como diria a protagonista. A personagem-título é uma menina que descobre em sua casa a porta para um mundo alternativo. Mas este mundo não tem nenhum coelho, chapeleiros loucos ou rainhas. Na verdade tem versões assustadoras das coisas comuns do nosso próprio mundo, inclusive dos pais da garota. Como tudo o que eu já li de Neil Gaiman, altamente recomendável.

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12
Fev
08

O Rei do Inverno, de Bernard Cornwell

O Rei do Inverno - Bernard Cornwell

O Rei do Inverno, de Bernard Cornwell

Quem gosta de crônicas arthurianas deve ler este livro. É famoso no meio dos fãs, e recomendo para todos que apreciam o gênero. O livro apresenta uma versão diferente para a lenda. Nada de armaduras reluzentes, cavaleiros garbosos e limpinhos. Em vez disso, Cornwell nos mostra um cenário bem mais realista dos reinos que um dia viriam a formar a Grã-Bretanha: senhores da guerra invejosos, druidas e cristãos disputando a atenção do povo e da realeza, pobreza, trabalho árduo, conspirações, etc. Tudo isto você encontra neste livro onde, para começar, Arthur não é rei. Ficou curioso? Leia. Vale muito a pena. O livro faz parte de uma trilogia que inclui ainda “O Inimigo de Deus” e “Excalibur”.

Devo postar alguns comentários sobre a história em si, mas indicarei que são spoillers, não se preocupe, hehe…

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11
Fev
08

Alô, mundo! Hello world!

Ainda indeciso sobre o que falar, resolvi deixar o título do primeiro post com o singelo “Hello world!”, palavra que acompanha todos os novatos em 99% dos casos da área de informática. Então, que se mantenha o padrão. Sejamos conformados e respeitemos a tradição. Mas que seja a tradição em português: Alô, Mundo!